Termos de Referencia do Gestar Bacia das Cinzas, PR

15 March, 2006 at 7:46 pm Leave a comment

Termos de Referencia do GESTAR – Bacia das Cinzas.

A. ANTECEDENTES E JUSTIFICAÇÃO

O presente Termo de Referencia do GESTAR – Bacia das Cinzas se refere a um dos territórios do Projeto GESTAR (Gestão Ambiental Rural). Sua abrangência geográfica é de todo o território da Bacia Hidrográfica do Rio das Cinzas (denominado de “Bacia das Cinzas” neste documento). O GESTAR – Bacia das Cinzas funcionará como um projeto guarda-chuva que permitirá estabelecer uma mudança de rumo na ocupação e uso deste território ao promover o seu Desenvolvimento Sustentável Colaborativo mediante o estabelecimento de diálogos permanentes entre as pessoas e instituições interessadas para agir mediante a execução de múltiplos projetos seqüenciais e ações sobre os tópicos considerados de maior relevância.

Os termos de referencia foram formulados como decorrência da parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e ….(SEMA) e a Green Cross Brasil/International.

A área geográfica em que o projeto se insere é toda a Bacia das Cinzas, formador do Paranapanema que é tributário do sistema Paraná/Prata, iniciando as suas ações na sub-bacia do Rio Jacaré. Este território de 929.000 ha., forma uma unidade de paisagem de características homogêneas e, ao mesmo tempo, registra-se a desintegração, degradação e conflito resultantes da indisciplina, da desordem, da inadequação e do insustentável processo de ocupação, do uso do território e dos recursos Água, Solo, Flora e Fauna.

Os 34 municípios e cidades que ai existe continuarão demandando água para o desenvolvimento e a vida desta bacia. As pessoas, as autoridades, as instituições passarão, mas a vida das comunidades, da fauna e da flora tanto na água, como no solo e no ar seguirão seu curso. Dentro deste continuum, a ação do projeto deverá iniciar um processo de mudança do rumo das coisas para colimarem em uma nova direção sustentável de bem viver, de bem estar num processo perene e harmônico de Viver Feliz na Bacia das Cinzas.

É uma das bacias mais deprimidas do Paraná e a situação atual do meio ambiente constitui razão de preocupação das autoridades e do público em geral desde que as repercussões socioeconômicas desta situação evidenciam a necessidade de estabelecer uma ação combinada entre a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento econômico e social. Atualmente, considera-se que só mediante o equilíbrio entre as políticas econômicas, sócio/culturais e ambientais será possível alcançar os propósitos do desenvolvimento. Qualquer desequilíbrio ou ênfase em alguma dessas dimensões, sem levar em conta as outras, afetará a qualidade de vida das pessoas objeto do desenvolvimento rural, além de afetar a própria sustentabilidade do processo produtivo. Isto deve ser tratado também em relação com territórios específicos pelas diversas instituições da região começando pela motivação dos mais interessados.

A Agenda 21 consolidou a idéia de que o desenvolvimento e a conservação do meio ambiente deveriam constituir um binômio indivisível que promovesse a ruptura do antigo modelo de crescimento econômico, caracterizado pelos fortes impactos negativos na sociedade e no meio ambiente, conciliando duas grandes aspirações das maiorias nacionais: o direito ao desenvolvimento e o direito de viver num ambiente saudável, a ser legado também para as gerações futuras.

Assim sendo, o Ministério do Meio Ambiente, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Paraná e a Green Cross Brasil buscam inserir a questão ambiental nos processos de planejamento e de tomada de decisões neste território da Bacia das Cinzas.. O Ministério do Meio Ambiente procura selecionar, validar, difundir, aplicar e multiplicar instrumentos de gestão ambiental rural, de modo que estes sejam conhecidos e utilizados nos processos de Gestão Ambiental (GESTAR) para o desenvolvimento sustentável colaborativo que estão sendo implantados no País. Ou seja, instrumentos de gestão ambiental que, juntamente com os de caráter econômico e social, sejam integrados aos processos de formulação e execução de planos, programas e projetos, no contexto de uma visão e ação sustentável do desenvolvimento rural, como forma concreta de preservar o meio ambiente e melhorar a qualidade da vida da população local. Estes propósitos são compartilhados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Paraná e a Green Cross Brasil na Bacia das Cinzas no Paraná.

Nos Anexos se apresenta os termos de referencia dos consultores e pessoal técnico deste Projeto e os projetos seqüenciais que já foram identificados inicialmente.

B. METODOLOGIA

A metodologia está desenhada para provocar e catalisar a articulação de comunidades e instituições mediante diálogos permanentes que originem projetos seqüenciais e ações de articulação interinstitucional para promover o desenvolvimento sustentável colaborativo e a harmonia e fortalecimento do sistema de vida no território da Bacia das Cinzas sobre tudo pelas comunidades conscientes, mobilizadas, unidas e organizadas.

Igualmente prioritária será a comunicação do que esta acontecendo, para o bom entendimento e relacionamento entre as pessoas. A comunicação une, liga, relaciona e, assim, ajudarão na compreensão comum das mensagens, idéias, propostos, concertos, desejos, prazeres, necessidades, direitos e deveres.

Esta visão, este compromisso ensejará o estabelecimento de um processo de intervenção que acelere a formulação e implementação de projetos seqüenciais relacionados com tópicos marcantes de vários níveis de aprofundamento do território como são as comunidades, os municípios, as cidades, as sub-bacias e a Bacia das Cinzas como um todo. Estes projetos relacionam-se com o meio ambiente, com a economia, com o sócio/cultural dentro de arranjos institucionais relacionados com a sociedade civil organizada, as ONG´s e os governos. Os projetos seqüenciais serão realizados mediante parcerias resultantes dos processos de articulação, comunicação e intervenção. Objetivo inmediato desarrollar, aplicar y validar un procedimiento metodológico apropiado para conseguir este fin en la cuenca piloto del Rio das Cinzas.

1. Conceituação do Desenvolvimento Sustentável Colaborativo – DSC e sua relação com os Diálogos Permanentes do GESTAR Bacia das Cinzas

O conceito de Desenvolvimento Sustentável Colaborativo surge da realização de que pode se conseguir um melhoramento das condições de vida em um território mediante diálogos permanentes entre pessoas e instituições, incluindo os governos, em forma simultânea e coordenada para analisar os problemas e promover soluções pactuadas. Significa passar dos diálogos para a ação.

O GESTAR Bacia das Cinzas pretende promover estes diálogos permanentes. Para que possam acontecer com maior facilidade tem colocado a disposição à ferramenta de união e colaboração chamada Prata Interativa. A utilização maciça desta ferramenta poderá acelerar a realização de Diálogos Permanentes na Bacia das Cinzas melhorando as interações entre os diversos segmentos da sociedade civil organizada, ONG´s e outras instituições desse território com o intuito de melhoramento das condições de vida mediante soluções pactuadas aos problemas mais significativos.

Assim sendo estes Diálogos Permanentes permitirão identificar os problemas principais que afetam a Bacia das Cinzas e propor soluções pactuadas entre os principais atores locais. O seu lema é “passar do dialogo para a ação” o que significará levar para a prática os projetos ou ações de maior importância nos temas de debate. Para tal é utilizada a metodologia de Desenvolvimento Sustentável Colaborativo que permitirá sistematizar as discussões entre comunidades colaborativas e propiciar a interação entre as pessoas e entidades do território da Bacia das Cinzas.

Por que os diálogos permanentes?

Porque a vida no planeta esta em risco. Por isto, o Projeto propõe-se trabalhar na mudaça das serias conseqüências de um processo histórico que tem como resultado baixos níveis de vida para a maioria da população. Suas seqüelas se materializaram em fome, pobreza, doenças, favelas, depredação de recursos naturais, falta de água limpa, falta de sanidade básica, poluição, esquentamento da terra e outros problemas.

Como evolucionou no tempo a idéia de mudança chamada de Desenvolvimento Sustentável?

O termo Desenvolvimento Sustentável emergiu como uma forma de atacar o eco-desenvolvimento em 1972 na Conferencia das Nações Unidas sobre Ambiente Humano. Ganhou força no Modelo Bariloche (1976) y especialmente com a declaração da Comissão Brundtland de que “desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que junta as necessidades do presente sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atingir suas próprias necessidades” (1987). Desde esse momento foi usado bastante por instituições internacionais e nacionais para expressar políticas e ações com implicações para o futuro.

Estes conceitos foram sendo levados a tona por sucessos importantes a nível do planeta que alertaram sobre depredação das possibilidades da vida humana no futuro. A alerta principal foram as mudanças climáticas, as perdidas enormes na biodiversidade e a depredação dos recursos naturais. Estes hazares foram originados principalmente pelas formas de consumo e tecnologias de produção especialmente criadas pelos paises desenvolvidos.

As Nações Unidas a través de Maurice Strong informaram: “agora nos sabemos que nossa civilização neste planeta e especialmente a vida humana estão condenados a menos que mudemos par um único caminho viável tanto para os ricos como para os pobres. Para isto é fundamental que os do Norte diminuam o seu consumo de recursos e os do sul escapem da pobreza…. Três critérios fundamentais têm que ser preenchidos simultaneamente: equidade social, prudência ecológica e eficiência.” [1].

Por isso, “o desenvolvimento sustentável tem que ser planejado. Seu principal objetivo é proteger a vida humana dando melhores oportunidades às presentes e futuras gerações – no somente a poucos privilegiados.” [2] No Rio de Janeiro[3] mais de cento e cinqüenta nações endossaram a Agenda 21 como parte de uma agenda de desenvolvimento sustentável utilizando, sem destruir os recursos naturais finitos e melhorando a infra-estrutura existente. Para atingir estes resultados os movimentos e atividades devem incluir pelo menos cinco dimensões sistêmicas e inter-relacionadas: territorial, ambiental, econômica, sócio-cultural e institucional.

- Como poderiam se refletir este avance em mudança de circunstancias para atingir um desenvolvimento sustentável?

A resposta a esta importante pergunta está ligada especificamente à economia como um fator que define as diversas atividades; por tanto, a mudança tem que envolver o sistema econômico reinante.

- Existe alguma possibilidade de que isto possa acontecer?

Sim, existe uma possibilidade mediante a construção de pressões fortes e idéias para a mudança; isto deve começar desde as comunidades e deve ir subindo até as atividades de escala internacional. Alguns afirmam: “a sustentabilidade não é realmente um movimento ambiental, é um movimento das comunidades”[4]

Outros dizem: “….Necessitamos uma nova forma de glasnost e Perestroika para ajudar-nos a refazer os muitos dividendos que minam por baixo as metas do desenvolvimento sustentável”[5]. Em vários níveis intermediários tem muitas pessoas chamando e trabalhando para uma mudança.

Solow[6] em 1992 indicou as ferramentas de analise econômico para lutar com estas necessidades sentidas da humanidade. Como uma resposta para esta proposta, Graciela Chichilniski[7], em 1997, trabalhou um sistema matemático dinâmico com axiomas e teoremas baseados em premissas econômicas, fazendo assim uma contribuição importante ao tratamento econômico formal do desenvolvimento sustentável. Os seus resultados ajudam a clarificar o que é possível atingir em termos de desenvolvimento sustentável. Ela diz o seguinte: “Nenhuma pessoa que vive o presente, nem seus herdeiros, apostam em relação com o bem-estar de cinqüenta gerações no futuro”. Porem, muitos humanos preocupam-se sobre o futuro de longo prazo do planeta e os resultados de seu documento indicam que axiomas que formalizem esta preocupação são também inaceitáveis. Nesse caso, se pergunta o bem-estar de quem representam as preferências sustentáveis? Tal vez uma resposta para este enigma poderia se encontrar em uma compreensão mais ampla da humanidade como um organismo que procura seu bem-estar global a través do tempo. Esta proposta foi feita nos conceitos de “gene egoísta” ou mais praticamente, nas religiões do leste que vem a unidade da humanidade como um fenômeno natural. Se essa unidade existisse a humanidade conformaria um organismo não usual; cuias partes estão distribuídas amplamente no espaço e no tempo e que não tem um sistema nervoso no qual a consciência de sua existência pode basear-se

A proposição de acima apóia os movimentos sustentáveis on-line que foram colocados por Capra[8] da seguinte maneira: “Nossa nova concepção dos sistemas dos complexos biológico e social mostraram que perturbações significativas podem iniciar processos de resposta múltiplos que podem produzir rapidamente o surgimento de uma nova ordem”. Esta nova ordem que virá pode refletir o seguinte pronunciamento da Chichilniski: “Tal vez os avanços recentes da tecnologia da informação, com suas comunicações globais e processos ricos, serão o inicio da emergência de um sistema nervoso desde o qual surgiria uma consciência global para a humanidade.”

A discussão anterior incorpora muitas inovações teóricas e adaptações à realidade atual que nos leva a um foco conceitual novo sobre os avanços presentes e as proposições teóricas para uma proposta de “Desenvolvimento Sustentável Colaborativo” baseado especialmente em enunciados como:

· Considerar os seres humanos como parte dos ecosistemas integrando a eles a vida econômica e social como considerações ambientais que implicam na proteção ambiental da Terra em lugar da sua degradação ou destruição;

· melhorar o uso amplo das comunicações e das ferramentas de tecnologia da informação.

Estes dois enunciados estão apoiadas por muita gente e organizações ampliando-se este apoio para um movimento que pode resultar em mudanças significativas de atitudes e comportamentos para pressionar pelas mudanças ao que nos estamos chamando de desenvolvimento sustentável colaborativo.

Resumindo, poderemos atingir a proposta do Sr. Capra para um rápido arrivo a uma nova ordem se os movimentos de sustentabilidade estão eficientemente apoiados em sistemas de tecnologia da informação. Neste caso da Bacia das Cinzas estamos utilizando para este fim o “Prata Interativa” cuja conformação e funcionamento está descritos no Anexo.

2. O “Prata Interativa” como ferramenta de Tecnologia de Informação para a articulação, comunicação e intervenção

Alguns das propostas da Academia apóiam estas propostas. Assim, O Sr. Brito[9] escreve que: “…..Elementos fundamentais para o desenvolvimento sustentável, a ciência e a tecnologia, são sensíveis especialmente à acumulação de conhecimento e a formação de alta qualidade de pessoas capazes de gerar e trabalhar com este conhecimento.”

O “Prata Interativa” esta utilizando os últimos avanços da ciência e a tecnologia e permite acumular conhecimentos e juntar as pessoas mais qualificadas e os mais motivados para que as discussões cada vez mais cumulativas comecem a transformar-se em propostas que se transformem no futuro em sementes de uma nova ordem econômica mundial.

Como um primeiro exemplo de um trabalho colaborativo a nível mundial Don Tapscott[10] autor da “Economia Digital” trabalhou com estudantes de todo o mundo, sem ter que se deslocam a todas essas cidades, sobre o tema de mudanças do paradigma do desenvolvimento. Na área de negócios, Björn Stigson[11] apresentou na China, em Novembro de 2004 na convenção mundial de engenheiros, entre outros temas a “Economia do Networking” como um fator chave para os paises em desenvolvimento. Indicou que “a revolução tecnológica e a globalização estão criando a idade do Network – e isto esta mudando a forma como a tecnologia esta se desenvolvendo e re-financiando. Nesta “Economia do Networking” as organizações virtuais e networks estão substituindo a forma como a propriedade dos ativos necessários para operar. Esta economia também esta mudando o panorama competitivo desde que chega a ser difícil julgar de onde a competência poderia vir quando a propriedade dos recursos não é um impedimento. A administração efetiva dos networks abertos será uma contribuição para o desenvolvimento sustentável porque os recursos estariam sendo utilizados em forma eficiente”.

Como funciona o “Prata Interativa”?

Estimula a quem participa para comunicar-se com pessoas com o mesmo interes para dialogar sobre problemas e soluções e buscar soluções. Para isto tem um sistema de busca de pessoas com os mesmos interesses. Os problemas e os projetos identificados são colocados em bibliotecas de fácil procura dentro de uma estrutura ligada às dimensões do desenvolvimento sustentável colaborativo. Os projetos assim identificados poderão ser debatidos para identificar sua relação com outros e se possível para estabelecer a sua relação com outros e, assim, dar possibilidades de complementação e de formulação de novos projetos colaborativos. Isto é realizado em comunidades de pessoas e instituições que podem trabalhar em colaboração para construir resultados mais rápidos e com maior informação que se cada instituição ou pessoa estive-se trabalhando isoladamente.

O Prata Interativo estimula a realização de campanhas sem custo algum para que os estudantes e professores assim como os técnicos e os cidadãos em geral possam ficar interessados em participar dos diálogos e das realizações sobre as quais os diálogos estiverem voltados. A campanha: “Cidadão e Estudante Responsáveis”, funcionará com os lemas: Vamos melhorar a nossa região! Identificando problemas e soluções para a melhoria da nossa região. Esta campanha é uma peça essencial das Diálogos da Bacia das Cinzas que visa estimular a criação de uma rede de cidadãos e estudantes conscientes. A campanha visa, também, estimular os cidadãos a contribuírem identificando e discutindo sobre problemas existentes em sua região assim como identificando casos de sucessos, promovidos por pessoas, organizações, redes sociais, governos, organismos internacionais visando motivar esforços locais e globais para o desenvolvimento sustentável.O foco na pessoa é a peça essencial desta campanha, que se fundamenta na conscientização na ação de cidadãos responsáveis que desenvolvam ou queiram desenvolver ações de desenvolvimentos sustentável baseados na colaboração. A união faz a força!

O “Prata Interativa” tem outros mecanismos intermediários que facilitam a entrada de pessoas para procurar informações e documentos como são o sistema de media, a postagem de projetos ou documentos relacionados com o que se discute, sistemas de visualização de mapas e postagem de informações neles para localização dos projetos e das informações.

Como complemento, alem destas seções que são interativas e que se realizam em salas fechadas para os que se cadastraram, existe um sistema aberto de noticias e informações para informar às pessoas que não estão engajadas nos diálogos e no Projeto GESTAR Bacia das Cinzas.

3. A intervenção mediante o envio dos projetos e ações seqüenciais à fontes de financiamento

Os projetos escolhidos e desenvolvidos pelos técnicos e pessoas melhor qualificadas que participaram dos diálogos precisam ser levados às fontes de financiamento. Para isto será fundamental que as diversas Instituições de colaboração tenham estudado os mercados de financiamento e possam juntar interessados com financiadores.

C. OBJETIVOS DO PROJETO E RESULTADOS ESPERADOS

1. Objetivo de Desenvolvimento

Identificar problemas e formular planos e projetos seqüenciais de gestão ambiental para o desenvolvimento sustentável colaborativo na Bacia das Cinzas, assim como, dotar às suas instituições, incluindo a sociedade civil organizada, ONG´s, Universidades e governos, de capacidade técnica e de instrumentos tecnológicos colaborativos para o melhoramento das condições de vida.

2. Objetivos imediatos

1. Provocar e catalisar a articulação de comunidades e instituições mediante diálogos permanentes, facilitados por ferramentas interativas de tecnologia de informação, que originem ações interinstitucionais, no território da Bacia das Cinzas, para o desenvolvimento sustentável mediante a identificação de problemas e formulação de planos e projetos seqüenciais de gestão ambiental.

2. Promover a comunicação entre as pessoas mediante campanhas que levem os cidadãos e estudantes a colaborarem com o objetivo imediato 1, relacionando-se para ajudar na compreensão comum das mensagens, idéias, propostos, concertos, desejos, prazeres, necessidades, direitos e deveres.

3. Colaborar no estabelecimento de um processo de intervenção mediante parcerias resultantes da articulação e comunicação que acelere a formulação e implementação de planos e projetos seqüenciais relacionados com o meio ambiente, com a economia e com o sócio/cultural dentro de arranjos institucionais relacionados com a sociedade civil organizada, as ONG´s, Universidades e os governos.

D. ATIVIDADES

1. Atividades relativas ao Objetivo imediato 1

a. Utilizando o “Prata Interativa”, realizar um levantamento das diversas instituições relacionadas com o desenvolvimento da Bacia das Cinzas e identificar as diversas atividades e projetos existentes;

b. Promover o dialogo entre os dirigentes das diversas instituições sobre os problemas e soluções relativas às cinco dimensões do desenvovimento sustentável;

c. Incluir nos diálogos um levantamento dos problemas e catalogarmos dentro de uma sistemática de dimensões do desenvolvimento sustentável;

d. Com base nos problemas detectados, realizar um levantamento dos Planos e Programas existentes.

2. Atividades relativas ao Objetivo imediato 2

a. Realizar um Seminário de lançamento da “Campanha Cidadão e estudante responsável” com abrangência de todas as localidades da Bacia das Cinzas para elevar o nível de consciência das pessoas e organizações d território e a integração dos participantes com os objetivos do GESTAR – Bacia das Cinzas;

b. Apoiar a realização da campanha mediante o “Prata Interativa” e outros meios como o fortalecimento das organizações de base nos meios de comunicação, realização de enquêtes ou fórums, concursos e premiações.

c. Utilização de outros instrumentos de comunicação para ajudar na compreensão comum das mensagens, idéias, propostos, concertos, desejos, prazeres, necessidades, direitos e deveres.

3. Atividades relativas ao Objetivo imediato 3

a. Estabelecimento de parcerias resultantes da articulação e comunicação com a sociedade civil organizada, ONG´s, Universidades e Organismos dos Governos municipal, estadual e Federal;

b. Coordenação com os parceiros, utilizando o “Prata Interativa”, de meios para acelerar a formulação e implementação de planos e projetos seqüenciais e ações relacionadas com o meio ambiente, com a economia e com o sócio/cultural.

c. Buscar o financiamento dos Planos, Projetos e ações com os parceiros dentro de arranjos institucionais relacionados com a sociedade civil organizada, as ONG´s, Universidades e os organismos de governos.

d. Apoiar a implementação dos Planos, Projetos e Ações resultantes do processo de intervenção deste projeto.

E. RESULTADOS

1. Problemas identificados e de planos e projetos seqüenciais de gestão ambiental formulados; facilitados por ferramentas interativas de tecnologia de informação, que originem ações interinstitucionais, no território da Bacia das Cinzas, para o desenvolvimento sustentável provocando e catalisando a articulação de comunidades e instituições mediante diálogos permanentes.

2. Campanhas entre cidadãos e estudantes realizadas, promovendo a comunicação entre as pessoas;

3. Parcerias implementadas entre a sociedade civil organizada, as ONG´s, Universidades e os governos resultantes da articulação e comunicação nos processos de intervenção para formulação e implementação de planos e projetos seqüenciais.


F. Produtos

PRODUCTOS

Prazo

3. Condições de pagamento

§ R$ 30.000,00 na assinatura da Carta de Acordo.

§ R$ 40.000,00 no momento da aceitação pela FAO e após a aceitação da Coordenação do |Prometo UTF/BRA/060 contra a apresentação do segundo relatório;

§ R$ 30.000,00 no momento da aceitação pela FAO e após a aceitação da Coordenação do Projeto UTF/BRA/060 contra a apresentação do Relatório final

4. Firmas


[1] Strong Maurice, Secretario Geral da Conferencia das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Prefácio In Sachs, Ignacy. Estratégias de Transição para o Século XXI. Desenvolvimento e Meio Ambiente. Studio Nobel. Fundap. São Paulo. 1993.

[2] Giles, Antonio. Documento apresentado ao Seminário Agricultura Familiar como Base do Desenvolvimento Rural Sustentável. Yaguariúna. SP 15 a 18/12 1997.

[3] United Nations Conference on Environment and Development. Rio de Janeiro, June 3 to 14, 1992.

[4] See Development is a movement. Sustainable Community Indicators Trainer’s Workshop. Development of this workshop was sponsored by the US EPA Office of Sustainable Ecosystems and Communities (OSEC) under a cooperative agreement with Lowell Center for Sustainable Production at the University of Massachusetts, Lowell Developed and produced by: Hart Environmental Data P.O. Box 361 North Andover, Massachusetts 01845 mhart@tiac.net 978-975-1988 http://www.subjectmatters.com/indicators/ Copyright © 1998 Maureen Hart..

[5] Mikhail Gorbachev, Chair, Green Cross International. On: Earth Dialogues, Barcelona. The Ethical Dimensions of the Evolving Security and Sustainability Agendas in the Mediterranean and the World at Large. February, 5-6, 2004. Barcelona Spain.

[6] Solow, R 1992. “ An almost Practical Step Towards Sustainability”. Lecture on the Occasion of the fortieth anniversary of Resources for the Future, Washington., Dc, October.

[7] Chichilniski, Graciela. Sustainable development. Land Economics. November 1997 73(4): 467 – 91

[8] Capra, Fritjof no livro As Conexões Ocultas. 2002

[9] Brito Cruz, Carlos Henrique de. Espaço aberto, O Estado de S. Paulo. S. Paulo. Nov. 13 de 2002

[10] Tapscott, Don e Caston, Art. Paradigm Shift: The New Promise of Information Technology, MaGraw-Hill, Nova York, 1993

[11] Björn Stigson.. Document Type. Speeches. Issue/Topic. Innovation & Technology. Region. Asia. Country. China. Event. World Engineers’ Convention 2004.Source.: WBCSD. Publication Date 03.11.2004

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